segunda-feira, 25 de maio de 2009

FOXY LADY





Sai correndo da cama depois de fazer amor com elas.
Os minutos que passaram do meu gozo estavam me mutando!
Por isso corri.
Doida demais, me deixou agora estranho...doida
Deve estar pensando mal da minha esquisitisse na cama.
Porra!
Não dá, não consigo.
-Gata as coisas são bem mais simbólicas pra mim.
Punhetando a mente agora com a gata.
Vê bem camara me meto em cada filme.
É esse meu quarto aqui em cima que atrai.
De baixo das estrelas e coisa e tal...
Simplismente símbolos, como sou bobo...
Elas tem que temer enfeitar meu coração.
Meu sexo, meu paladar.
Naquele momento em que disparava da cama pros meuys botões, me peguei segurando o queixo com uma mão, e com outra na boca.
Chupando os dedos homenzinho?Acabando de comer Câmi.
E essa vista pro São Carlos sabe, eu piro.
É o meu gosto né.
Escutando Ben, símbolos. Né.
Veio me mostrar uns papéis que andava escrevendo, andava encasquetada com alguma coisa.
E tinha voltado a escrever.
Queria ver o que eu achava.
Câmi, era esse o nome da flor, que na realidade não veio sozinha.
Encontrei com ela as cinco e pouca da tarde na Carioca.
Ela estava indo vender uns livros, eu estava lá, como sempre...passeando como sempre...
buscando inspiração. E achei. E pirei pela primeira vez no dia.
Com dezoito anos eu odiava o acaso, hoje ele só me faz bem.
E esse lírio que eu comi, tem uns olhos de caramelos gigantes.
Toda linda ela!
Queridos neurônios e hormônios : falamos de arte, poesia, filosofia.
rapaziada e do acaso.
Como tudo era verdade nessa bela tarde,convidei ela pra vir ao chalé.
Fiz chá cheio de amor, enquanto ela recitava pra mim, esolhia um som.
Fumamos e bebemos um pouco, falamos das minhas sacada díarias. das dela também.
Miss pureza...mata minha juventude!
Escutar aquela moça falando. besta né.
Fala retirando com douçura as minhas radicalidades desnecessárias.
Me chama de bicho em duas horas de papo.
Bicho?
me sacou a gata...
Sou mesmo mais finge que não viu, assim como todos no inicio fico acoado.
Deixe ele quieto.
Mas ela já ia me atiçando, falando como sentia as coisas, como sentia muito, como sentia o mundo
Né.
Muda mané
A puta que os pariu! Começava a olhar pra boca dela e ficar ali tempos viajando
e ela se mechendo é som.
É um bicho livre.
OH!
Meu bicho ainda não foi domesticado,emtão me levantei fumei um cigarro e ofereci mais bebida
bebemos eu e ela, pus Gal, pra poder contar umas lendas místicas
bobo, não consigui!
Ela foi pra sacadinha Câmi,Câmi...começo de noite doida e finita do bairro,
acabando mesmo no corpo mais gostoso daquelas sete e boas horas
A minha politiquinha se acabou ali.
E fechou a cabeça pra idealismos e outros papos de ismos.
Meu irmão se liga!Do que a gente tava falando mesmo a blá blá blá brasil...
então eu grudei a minha boca na única coisa brasileira que havia na minha frente,
que eu alcancei.
Acho que o beck tinha me deixado um pouco inocente e frio
por dois segundos
ou derrepente era coisa da idade.
E estava ficando chapado de novo gradativamente e a malícia junto com Câmi, tentando despencar ao som da tigresa pela varanda.
Nono andar.
Cuidado garota.
De costas pra mim.
Se eu pudesse te jogar.
Foto.
Se eu pudesse parar no umbigo, uma novelo de lã na minha frente.
Não podia fazer mais nada aquela menina não podia ter feito essa metamorfóse de Câmi pra bicho tão rápido.
É daqueles que não se indentifica ainda.
Devorei as calças xadrez dela em dois tempos. Lambi os pés, cherei ele e tudos os outros pedaços.
E ela ia me guitarriando de cheiro de mulher Câmi.
Fiquei de baixo dela vendo a xotinha. Tive uma viagem rosa-choque... e pirei de novo!
Parecia que ela ia cair mesmo.
Ou voar não sei.
E tocava Charles anjo.
meu pau só em uma vibração. Rosa-choque!
Símbolos pra caralho!
Pra mim todo metido a poesia, tome poesia, engula poesia nêgo.
Escrivaninha,já!
Papel e caneta na mão, rápido.
Porque a gente gosta de parar essa coisas?
Choque de inspiração, Câmi poesia!
Acho que lhe bateu vergonha dos carros lá em baixo, e me olhava firme.
Nono andar é a gente que que tá vendo eles.
E eu também como a rua queria ver ela se achar em cima de mim.
Flor, eu, ela e a noite.
Quando entrei nela não tinha sentido até ela puxar meu cabelo pelas costas e começar a dançar.
Gata, miava, grunia, ronrronava.
Já esfregava o rabo entre as minhas pernas
e só as vezes me olhava com aqueles olhos de caramelos gigantes.
Um olharzinho indignado e metido de gato.
Câmi lembra a minha gata.
Negrita.
Acho que acontece com os melhores animais. É não dar pala. É a natureza, nada de porém.


primeira publicação com algumas alterações do tempo, da minha literatura, e da falta de vergonha na cara.